terça-feira, maio 02, 2006


Central Nuclear em Portugal?
Não! muito Obrigada!!!


Com esta frase imperiosa não quero impôr a minha opinião a tantos quanto lêem este artigo. Trata-se apenas da minha opinião e valerá por aquilo que será ajuizada por cada leitor.

Licenciada em Física Tecnológica, acho que toda a experiência ao nível das reacções nucleares é aliciante para a ciência e para o desenvolvimento do conhecimento e tecnologia, nomeadamente, na Medicina.

No entanto, pergunto se valerá a pena a sua exploração ao nível económico, na produção de energia nuclear. Qual o seu custo ambiental? O que fazer aos resíduos resultantes?

Tendo em conta que é da nossa tradição considerarmos que “errar é humano” será que as consequências, deste erro, se compadecem com a dôr provocada por um desastre nuclear?

Reparo que se retomou a discussão da exploração económica deste tipo de energia em Portugal!

Será que é justificativo dizermos como argumento “se a Espanha tem-nas, rio acima, porque não as haveremos nós de ter a jusante dos mesmos rios?” ; “ se podemos sofrer das consequências de uma Central Nuclear em Espanha, porque não, que seja de uma em Portugal?”

Acho que são falsas desculpas!!!

Tanto porque quem sabe um pouco de probabilidade, sabe que quanto mais Centrais Nucleares se construírem nas margens de um rio maior é a probabilidade de acontecer um erro humano!

A questão é que uma Central Nuclear não se compadece com o ERRO HUMANO!!!

Estamos nós cientes dos custos de um erro como este? Estaremos nós preparados para assumir a culpa, em consciência, de um desastre ecológico e humano?

Passaram-se cerca de 20 anos sobre o desastre de Chernobyl, numa das grandes potências mundiais, onde a disciplina e a organização determinava a honra de um Regime! No entanto o acidente aconteceu!!! Assistiu-se a um dos maiores horrores ao nível do sofrimento humano!

Repare-se que não se trata de um problema que reconhece fronteiras: os ventos disseminam as poeiras radioactivas, a água contamina-se, os ecossistemas são atingidos fatalmente a cadeia alimentar fica completamente contaminada, atingindo o homem no topo.

Alguém pode-nos assegurar que não haverá erro garantindo assim a segurança da Central?

Estaremos nós preparados para esta possibilidade?

O que faremos se não conseguirmos controlar as reacções nucleares em cadeia?

Lembro-me de estar acompanhada, uma vez na Alemanha, por um estagiário de uma Universidade deste país que me serviu de guia numa caminhada e ter ficado subitamente surpreendida por este ter ficado retido no semáforo vermelho de uma estrada, mesmo quando não se avistava nenhum carro.

Aquilo que para mim parecia desperdício de tempo, era para os alemães uma prova de disciplina e organização!!! Sim, porque uma Central deste tipo exige medições e controlos sistemáticos mesmo quando se tomam como desnecessários e por isso uma perda de tempo!!!

Repare-se que até a Espanha já se mostra reticente em continuar a exploração económica da energia nuclear, prevendo o encerramento de todas as Centrais Nucleares, para breve. Preferem dedicar-se à exploração e desenvolvimento das energias renováveis.

Será que valerá a pena investir os dinheiros públicos numa central deste tipo para depois se concluir que esta exploração não é viável por todas as razões aqui apresentadas?


http://www.geota.pt/Foco/Focos%20Antigos/chernbyl.htm
http://www.chernobyl.co.uk/
http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20060421Chernobyl20anosdepois.htm

segunda-feira, abril 24, 2006

Energia Eólica

Estou a desenvolver um projecto sobre energias renováveis.
Os meus alunos pretendem fazer um estudo sobre a viabilidade da implementação de um Parque de Energia Eólica na região de Ribamar.
Neste contexto achei interessante aproveitar a ideia para introduzir o gerador eléctrico de corrente alternada aplicando a Lei de Faraday e fazer, assim, uma interligação entre a matéria leccionada no capítulo da Electricidade de C. Físico-Químicas do 9º ano com o projecto a desenvolver.

Para isso, preparei o conjunto de elementos que apresento na foto.
Pretendia com esta experiência proporcionar uma explicação simples da indução electromagnética. Construí um suporte para uma roda dentada, de uma bicicleta, que iria servir de manivela e a cujo eixo fixei um íman. Tentei a partir do meu esforço físico, mover o íman dentro da bobina de espiras, fazendo assim variar o campo magnético através dele.

No entanto todo o meu esforço foi logrado!!!

Por mais que variasse o nº de espiras, a espessura dos fios das espiras, a velocidade de rotação do íman, o meu pseudo "gerador eléctrico" não passou do passo pseudo!!! Não consegui correntes induzidas mensuráveis, pelo menos no meu aparelho de medida!


Se alguém estiver a receber esta mensagem, mando-lhe o meu SOS!!!

Como sou daquelas que não desistem, peço sugestões para alterar o meu gerador eléctrico!!!!




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